Qual EA desejamos?

Nas bases referenciais da Educação Ambiental a SGA busca desenvolver a vertente denominada crítica, transformadora ou emancipatória. Essa abordagem estimula o engajamento de indivíduos e coletividades em processos que visam modificar o atual modelo de sociedade buscando construir outras interações entre indivíduos, cultura, trabalho e natureza.

A perspectiva emancipatória da EA caracteriza-se essencialmente por ter uma compreensão complexa da questão ambiental, uma atitude critica diante dos desafios da crise civilizatória; o entendimento de que não são as crianças o público prioritário da EA; a consideração da democracia, do diálogo e da participação como fundamentais para a construção da sustentabilidade e uma busca por transformar realidades contrárias ao bem estar coletivo em âmbito local e global, a partir de mudanças individuais ,em pequenos grupos e estruturantes em políticas públicas (CARVALHO, I., 2001; LIMA, 2005; SAWAIA, B.B., 2001; SORRENTINO, M., 2003, 2005, 2010)

O processo de formação está estruturado em três eixos articulados entre si:

i.Disponibilização e problematização de conteúdos;

ii.Pedagogia da práxis: fomentando processos dialógicos, reflexivos, críticos e a produção de novos conhecimentos no fazer educativo ;

iii.Constituição de comunidades de aprendizagem: fortalecendo grupos, fomentando ações conjuntas, espaços de locução e de tomada de decisões (MEIRA et al, 2009; SORRENTINO, M. et al., 2003)

 

 

 

Referências

CARVALHO, I. C. de M. Qual educação ambiental? Elementos para um debate sobre educação ambiental e extensão rural.  Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, Porto Alegre, v. 2. n.2 p.43-51, 2001.

LIMA, G. F. C. da. Crise ambiental, educação e cidadania: os desafios da sustentabilidade emancipatória. ln: LOUREIRO, F. B.; LAYRARGUES, P.P. ; CASTRO, R. S. de (orgs). Educação ambiental: repensando o espaço da cidadania.São Paulo: Cortez, 2005.

MEIRA, A. M. et. al. Construcción de indicadores de sostenibilidad para el Programa USP Recicla – Universidade de São Paulo – Brasil. In: VII CONGRESO DE EDUCACIÓN AMBIENTAL PARA EL DESARROLLO SOSTENIBLE, 2009, La Habana. Anais do VII Congreso de Educación Ambiental ara el Desarrollo Sostenible, La Habana , 2009.

SAWAIA, B.B., 2001, Participação e subjetividade.  In: SORRENTINO, M. (Org.).  Ambientalismo e participação na contemporaneidade.  São Paulo: EDUC; FAPESP,

SORRENTINO, M. et al., 2003,  Programa USP Recicla: como construir uma gestão compartilhada?, São Paulo, Brasil First Environmental Education Congress. Espinho, Portugal: Abstract Book, 20-24/maio/2003.

SORRENTINO, M. Desenvolvimento sustentável e participação: algumas reflexões em voz alta. ln: LOUREIRO, F. B.; LAYRARGUES, P.P. ; CASTRO, R. S. de (orgs). Educação ambiental: repensando o espaço da cidadania.São Paulo: Cortez, 2005.

SORRENTINO, Marcos e NASCIMENTO, Elimar Pinheiro do. Universidades e políticas públicas em Educação Ambiental. Educ. foco, Juiz de Fora, v. 14, n. 2, p. 15-38, set 2009/fev 2010